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A responsabilidade do homem público. PDF Imprimir E-mail
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Direto ao Assunto
Postado por ALAN OLIVEIRA   
Seg, 23 de Maio de 2011 13:07

Novamente assistimos nos noticiários político-policiais outra estripulia daqueles que tripudiam sobre a questão da probidade administrativa, da moral jurídica-política e do povo em si mesmo, como elemento formador do Estado, ainda mais Democrático de Direito.

Questões comumente apresentadas como a do Ministro Antonio Palocci, parecem-se mais com capítulos repetidos de uma mesma novela. Não a novela da impunidade, mas a novela da improbidade eletiva. O que seria improbidade eletiva?

A probidade, ensina Silveira Bueno, in Minidicionário Escolar da Língua Portuguesa, São Paulo: DCL, 2010, p. 447,  advém de probitas, probitatis, é um substantivo feminino que significa honestidade; integridade de caráter; honradez. Com certa acuidade, observamos que se trata de substantivo, ou seja, daquilo que tem substância, ou conforme se ensina nos bancos escolares: aquilo que dá nome aos seres e objetos.

Veja-se, não é um adjetivo: aquilo que qualifica um substantivo. Para fortalecimento do argumento, tais definições encontramos num Minidicionário Escolar, portanto, deveria ser entendimento básico de todo cidadão, além do que, como nome de seres e objetos, deveria estar arraigado nas pessoas.

Eletivo, por conseguinte, é adjetivo relativo as eleições, que significa: que elege; que escolhe.

A improbidade é a falta de honradez, de decoro. Portanto, a improbidade eletiva é a falta de honradez, falta de dignidade, falta de decoro do eleitor.

Encontramos aqui o cancro da corrupção, da malversação de recursos públicos, crimes de todas as montas etc. Quando o cidadão se inscreve como eleitor, passa a ter capacidade eleitoral ativa, aumentando seu referencial de povo no Estado Democrático de Direito, decidindo os ditames da Administração Pública, da Legisfação e, inclusive, do processo judialiforme lato sensu, pois o controle da constitucionalidade das leis e o controle da imperatividade normativa de leis infraconstitucionais nacionais, são realizados pelos Colendos Tribunais Superiores, cujo indicativo de composição é realizado pelo Poder Executivo.

O caso do senhor Ministro Palocci, é factualmente repetitivo porque já frequentador dos paládios políciais desde sua gestão como alcaide da "califórnia brasileira", que infelizmente não imita da Cafilórnia original no recall de seus políticos. Mais grave que suas atuações, é a recondução de dito senhor aos quadros administrativos do Poder Público, primeiramente como Deputado Federal e, logo após, como Ministro de Estado.

Infelizmente, a população que é, sem sombras de dúvidas (sic), a mais prejudicada é aquela que se orgulha de ser analfabeta política no mais expressivo discernimento (ou seria dissernimento?) de Bertold Brecht.

Gravidade extremamente mais violenta é o fato do Vice-presidente da República, Professor de Direito Constitucional, não exigir explicações daquele que não se habilita eficazmente como homem público.

Nada adianta clamar-se por combater a corrupção, quando alguns eleitores dela admiram, ao elegerem, reelegerem e adularem os corruptos. Assim caminha nossa humanidade, com muito futebol, samba no pé, novelas na tv, filas nos hospitais, drogas nas ruas, homicídios...

Mas que importa não é? Afinal, teremos copa do mundo (esperem para ver a sangria dos cofres públicos)!