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Economia
Postado por Manoel Santos   
Dom, 25 de Dezembro de 2011 23:55
Estamos avisando não é de hoje.
Alguns disseram que estamos torcendo contra.
Acertaram.
Estamos mesmo. 
Já que esse povinho não se assanha diante de tanta roubalheira, quem se sabe se com os bolsos vazios a coisa não muda?
Pois que venha a crise.

Principalmente se ela servir para limpar o país.

Christine Lagarde, diretora-gerente do FMI soltou a língua na Nigéria.
Leiam:

Crise vai afetar Brasil, afirma FMI
Paul J. Richards/AFP

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Cristine Lagarde, alertou a todos que os países emergentes estão sendo afetados pela crise financeira mundial. Citando Brasil, China e Rússia, onde as previsões de crescimento estão sendo revisadas em baixa, Lagarde afirmou que "esses países, que tinham sido os motores da economia mundial antes da crise, vão sofrer com a instabilidade".

As afirmações foram feitas pela diretora do FMI em uma entrevista concedida durante sua viagem à Nigéria na semana passada e publicada ontem pelo periódico francês "Journal du Dimanche". Na mesma entrevista, ela chamou a atenção de todos para o fato de que "a economia mundial está numa situação perigosa".

O FMI divulgará no fim de janeiro de 2012 suas previsões econômicas mundiais. A instituição tinha previsto um crescimento de até 4% da economia global. Lagarde advertiu, contudo, que este valor será revisto para baixo. Ela comparou a situação atual à do período entre guerras. "O período que estamos vivendo lembra a década de 1930 em alguns aspectos. Naquela época, os Estados se fecharam em si mesmos e o multilateralismo caiu. Hoje vemos alguns países aumentarem suas tarifas, inventar obstáculos tarifários e, às vezes, impedir os fluxos de capital", afirmou.

O aumento dos egoísmos nacionais é, segundo ela, o principal freio para solucionar a crise. "É difícil implementar as estratégias de coalizão internacional contra a crise. Os parlamentos reclamam de usar dinheiro público ou garantir o apoio do seu Estado para outros países. O protecionismo está sendo debatido, e o cada um por si está ganhando terreno", destacou.

Lagarde se mostrou também muito atenta ao contágio da crise nos países pobres, que são clientes tradicionais do FMI, segundo o jornal. "Em países de baixa renda, as consequências podem ser graves, quando os expatriados reduzirem as transferências de dinheiro. Na Nigéria, os recursos enviados pelos migrantes recuaram 40% em dois meses. Essa instabilidade é uma ameaça para todos os países do mundo. O crescimento mundial sofrerá", acrescentou.