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Opinião do Site
Postado por Manoel Santos   
Sáb, 17 de Dezembro de 2011 16:40

Esta semana tivemos fatos realmente condizentes com o momento em que vive este país.

O livro lixo de Amaury, com 15 mil exemplares, "esgotados" em tempo recorde e que agora se encontra disponível com 20% de desconto, além de ser oferecido como brinde.

Depois as declarações, no mínimo estapafúrdias e no máximo irresponsáveis, em relação ao MENSALÃO DO LULLA.

E a indefectível posse de um larápio profissional no senado brasileiro.

Três instituições brasileiras, da mais alta significância, estupradas de forma violenta pelos fatos.

O lixo produzido pelo falsário Amaury é um compilado de asneiras. Reproduz documentos oficiais de empresas como se representassem roubo, quando na verdade o roubo não se comprova em documentos oficiais. Eles podem até representarem indícios fortes da existência do malfeito. Mas não se constituem em provas.
Uma cascata grosseira foi vendida como HIT do mercado de livros. 16 dias depois, começa a empoeirar nas livrarias.
Como ainda faltam alguns petistas para comprar, espera-se que cresça mais um tiquinho na evolução de vendas.

Tivemos o estupro moral com a posse de Jader Barbalho no senado da república. Vai em minúsculas, pela total ausência do direito a ter uma mínima dose de respeito, apesar de legal.

Mas é em Lewandowiski que vou me deter.
A declaração dada por ele nesta semana, seria apenas mais uma de suas freqüentes crises de imoralidade legal.
Foi dele a defesa mais intransigente da Lei do Ficha Limpa e portanto, foi dele também, a mais veemente vontade de estuprar a base jurídica de que é composta a CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA.

Os tribunais superiores, STF e TSE, tem sido pródigos em se expor ao ridículo até mesmo para aqueles, como eu, que não tem a devida formação.
Se eu, um leigo, posso ver a INCONSTITUCIONALIDADE de uma LEI, imagino aqueles que estudam, anos a fio, o cipoal de decretos, acórdãos, leis, parágrafos da confusa legislação brasileira.

Deve-se à clarividência e raro senso de oportunismo de Reinaldo Azevedo, a criação da expressão "Direito achado na rua" para justificar decisões que, longe de serem achadas na rua, tinham como meta principal, na minha visão, uma metódica e estudada intenção de transformar a JUSTIÇA deste país em motivo de achincalhe, de gozação, para que ela fosse sendo reconhecida como hoje é: quase um circo.
Foi nessa toada que, para justificar a união homoafetiva, Ayres Brito chamou nossos órgãos sexuais, que nos diferencia biologicamente entre macho e fêmea, como "Bônus" ou "Regalo", como se isso representasse apenas um prêmio vagabundo como os que são oferecidos pelas máquinas de jogos de azar de Anísio, o Bicheiro.
Se eu fosse um advogado, que passou anos a fio estudando, me matando para passar numa prova super exigente como a da OAB para ter o direito de advogar, eu ia cair na gargalhada, ia me mijar de rir, se estivesse presente na sessão em que tal escrotice foi dita. Se instado a dizer o por quê do riso, perguntaria na lata:

- "Cê tá di sacagi NE não?"

O mesmo faria quando o mesmo Ayres, destituiu um vencedor e colocou em seu lugar um perdedor, sem que o povo o tivesse escolhido pelo sufrágio dito universal, com argumento semelhante.

Mas o que me preocupa mesmo é o MENSALÃO DO LULLA.
Sei, de fonte limpa, que até o julgamento, milhares de fitas gravadas pela polícia federal, que foram guardadas para não prejudicar os poderosos da hora, virão à tona.
Em muitas delas, se reconhece a voz do principal réu do MENSALÃO DO LULLA que é o senhor José Dirceu.
Algumas já começaram a ganhar as páginas das revistas semanais. Outras ainda virão.

O processo do MENSALÃO DO LULLA hoje, se encontra sob a guarda do quase inválido Joaquim Barbosa, já que segundo ele mesmo seu caso é grave e requer cuidados.
Apesar deste "bônus" de detalhe, ele não larga o osso e o motivo para tanta teimosia, digo mais adiante.
O fato é que o processo do MENSALÃO DO LULLA rola pelos tribunais a longos e penosos seis anos e tem sido influenciado, sobremaneira, pelo estado de ânimo da coluna de Barbosa.
Desde de o dia 8 de julho, que há movimentação no processo em questão.

Joaquim Barbosa deveria se considerar impedido de dar ao processo, o prosseguimento necessário, em virtude de seu estado de saúde.
Ele não fará isso.
E a razão é bem simples. Ele será o próximo presidente do STF. Sua egocentria não lhe permitirá deixar de sentar na cadeira mais importante da Justiça Brasileira.
Será também a chega ao posto de um legítimo representante daquele direito achado no lixo, descrito por Reinaldo Azevedo.

Mais dois ministros se aposentam no ano que vem. Peluso, o aguerrido corporativista, e Ayres, o pai do meu "Bônus".
Entendam bem o estrago que isso significa em plena possibilidade de votação do MENSALÃO DO LULLA, o maior roubo praticado, comandado e administrado por um presidente da República.

Barbosa, do direito achado na rua, Dias Tóffoli, ex-petista, não acredito que tenha deixado de ser, Lewandowiski indicado por dona Marisa, uma nova ministra indicada pelo ex-terrorista e marido da Presidente, e mais dois que serão indicados por ela. 6 ministros envolvidos, direta e indiretamente, com a quadrilha travestida de partido.

É este o cenário que se avizinha, se o MENSALÃO DO LULLA for empurrado para 2013.
A prescrição dos crimes imputados aos réus, ainda não prescreveu, como dizem muitos.
Segundo amigos do ramo, quem vai dizer se prescreveu ou não, serão as sentenças que possivelmente caberá a cada réu. Se ela for a menor de todas as possíveis, estarão todos absolvidos por DECURSO DE PRAZO.
Se ela for de média intensidade, poderá ser transformada em sérvios comunitários, prestados em liberdade, e estarão todos livres. Benefício que cabe aos réus primários, como quase todos são. Exceção de Marcos Valério.

Resta que a pena seja rigorosa para que, finalmente, os criminosos sejam punidos.
Pelo quadro exposto acima, parece pouco provável que essa gente chegue, de fato, a dormitar alguns dias com roupas listradas.

A fala de Lewandowiski soa como aquele "HÔW – HÔW" de Papai Noel para os criminosos da maior quadrilha política deste país.

É como se ele dissesse algo mais ou menos assim:

"Feliz Natal, amigos!
Podem comemorar. eu garanto vossas liberdades.
E que o Brasil se dane."
"HÔW – HÔW"
"HÔW – HÔW"
"HÔW – HÔW"