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Opinião do Site
Postado por Manoel Santos   
Qui, 22 de Dezembro de 2011 21:22
Esta semana ficamos sabendo que o judiciário brasileiro também tem o seu Mensalão.
Claro, não nos mesmos moldes daquele criado por LuLLa e seus 40 ladrões.
Mas, um Mensalão.

Ficamos sabendo também, que dois ilustres integrantes (até aqui) da MAIS ALTA CORTE DO PAÍS, se enfiaram no MENSALÃO DOS 17 PRIVILEGIADOS.
Um, presidente da MAIS ALTA CORTE DA JUSTIÇA. Outro, presidente da MAIS ALTA CORTE DA JUSTIÇA ELEITORAL.

Isso mesmo. 17 privilegiados em uma categoria que conta com 395 integrantes. Com mesmos poderes, com mesmo cargo, com mesma importância na hierarquia da justiça e, possivelmente, com mais QI que os outros 378.

Seria hora, agora, daqueles 378 sem privilégios, cobrar das autoridades ditas competentes, esta distinção cretina que privilegiou apenas 17 e deixou à deriva os outros 378 integrantes da egrégia classe de notórios saberes jurídicos.

É caso para uma "Revolta dos 378", em apoio irrestrito à Ministra Eliana Calmon, pela discriminação que sofreram.
Se não fossem tão corporativistas e meio covardes, é o que deveriam fazer.

Mas o que mais chocou a opinião pública brasileira, que ainda crê e tem algum resquício de decência, foi, sem dúvida, a declaração do indicado da primeira Inútil da República Petista, o Sr Lewandowiski, também enrolado no Mensalão do Judiciário. Triste coincidência, não?

Vamos aos fatos:

1) Lewandowiski dá a declaração estapafúrida.
2) Pelusão vai aos jornais e senta a pua em Quincas.
3) Quincas, profundamente irritado, reage e libera o processo para os outros juízes.
4) O processo, digitalizado a 4 anos, está acessível a todos os magistrados da alta corte que, por preguiça ou desídia, não fuçaram os arquivos do banco de dados.
5) Quincas, irritado, senta a lenha nos outros integrantes da mais alta corte, em especial ao seu presidente.

Esta é, em síntese, a cronologia do maior vexame que uma Instituição poderia dar ao distinto público que assiste, assombrado, como as coisas se dão naquele ambiente que, na TV, dá aquela impressão de reunião dos cavaleiros da Távola Redonda, que levaram o Rei Arthur a ser o mais adorado Rei da Inglaterra medieval.
Isto sem contar a "cidade de funcionários" que cercam e assessoram (?????) os Cavaleiros do Rei Arthur.

Estás disposto a destrinchar comigo?

1) Quais os interesses que poderiam levar Lewandowiski a dizer o que disse?
Não sei e nem faço a mínima idéia.
Mas, se a intenção foi chamar a atenção da sociedade, escolheu a opinião errada.
Com o que disse, pareceu cúmplice e se dispôs, a oferecer à opinião pública uma saída para sua disposição de sentar em cima do MAIS IMPORTANTE PROCESSO DE CORRUPÇÃO DO PAÍS que envolve, INCLUSIVE, o próprio PRESIDENTE DA REPÚBLICA que, vários cagões, tiveram medo para enfiar na mesma panela.
Lewandowiski portou-se como o idiota que não avalia as repercussões de suas ações.
Soou, para quem se acha esclarecido, que, assim como no MENSALÃO DO LULLA que tentou armar a desculpa esfarrapada do simples caixa 2, Lewandowiski quis se escorar na dificuldade que se auto-impôs, e quis impor a toda a patuléia, uma desculpa cretina, sem cabimento e despropositada, colocando sob suspeição um colega seu de clube.
Atitude puramente irresponsável para quem a inteligência no uso das palavras se faz premente.

2) Aproveitando a bola levantada por Lewandowiski, seu companheiro de MENSALÃO DO JUDICIÁRIO, cobra PUBLICAMENTE de Quincas que remeta aos outros colegas, o processo em que está sentado em cima sem dar a devida solução e que os outros 9 colegas, pelo que disse e insinuou Pelusão, não faziam a mínima idéia de quantas andava.
Ora, se Pelusão ao invés de bancar o Francisco Cuoco, tivesse contatado Quincas pelos meios modernos de comunicação e tivesse lhe pedido para liberar o processo para que todos dele tomassem conhecimento, ninguém saberia que a mais alta corte do país, abriga pessoas sem a mínima preocupação com o decoro que as togas exigem e nem daria chance à resposta irada de Quincas e, muito menos exporia a MAIS ALTA CORTE DO PAÍS A TAMANHO VEXAME.

Pelusão portou-se como o idiota que não avalia as repercussões de suas ações.
Pelusão, com sua atitude, colocou sob suspeição, um coleguinha seu de turma.
Atitude puramente irresponsável para quem a inteligência no uso das palavras e das ações, COMO PRESIDENTE DO STF, se faz premente.

3) Quincas se irrita. Libera o processo e avisa:
JÁ ESTÁ TODO DIGITALIZADO E ACESSÍVEL AOS DEMAIS INTEGRANTES A 4 ANOS.
Faz isso e libera seu parecer DE 122 PÁGINAS, mas não libera seu voto, que será conhecido à posteriori.
Quincas se mostra, no mínimo, contraditório e irresponsável.
Por que contraditório?
Se aprontou seu parecer de 122 páginas após a destrambelhada ação de seus colegas, poderia tê-la feita antes e não fez.
Se ela já estava pronta e não apresentou antes, mostra-se totalmente irresponsável como relator do MENSALÃO DO LULLA criado por uma SOFISTICADA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA com a intenção única de ROUBAR DINHEIRO PÚBLICO EM PROVEITO DO GOVERNO DA QUADRILHA.
Em qualquer das duas situações, Quincas deixa a desejar em relação à sua função e em relação ao próprio País. Pois, como dissera Lewandowiski, muitos serão inocentados, pelo passar do tempo.

Atitude puramente irresponsável para quem tem a missão de defender os interesses do País contra LADRÕES DO DINHEIRO DE NOSSO SUOR.
Quincas, com sua atitude, colocOu sob suspeição sua própria atuação como RELATOR do mais importante processo da República Brasileira, desde que ela se tornou uma democracia.

4) Quincas avisa: O PROCESSO ESTÁ TODO DIGITALIZADO A MAIS DE 4 ANOS E ACESSÍVEL A TODOS OS INTEGRANTES DA CORTE.
Quincas mostra, com rara clareza, que o STF é uma casa da mãe Joana, mesmo com um número desgraçado de enorme de pessoas a assessorar os representantes do tal de notório saber jurídico.
Aquilo ali é uma farra de gastos desnecessários. Uma réplica das mansões de Kim Jong LI que não fazia a mínima idéia do dia em que entrou, em sua adega, a última garrafa do mais caro vinho francês.
O STF é uma zona e quem diz, é Quincas.

5) Mais irritado ainda, Quincas senta a lenha em seus companheiros, em especial no máximo representante do MENSALÃO DO JUDICIÁRIO.
Quincas mostra, com rara clareza, que ali não estão pessoas de notório saber jurídico, mas de raros e prepontentes umbigos a se digladiarem pelas páginas dos jornais, num festival cretinos de egos ofendidos onde a funçãao de magistrar, isto é, arbitrar pendengas e controvérsias nada mais é do que o exemplo claro daquele palavreado rebuscado, porém inútil.

O STF de umbigos.
Um caldeirão de vaidades.
Um clube de despreparados para ocupar tão importante cargo e cumprir importantes missões.

Agora cá pra nós:

Foram esses caras que chamaram meu pintinho de "bônus"?

Haja paciência.