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Mais uma vez, Kassab é novidade. PDF Imprimir E-mail
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Opinião do Site
Postado por Manoel Santos   
Dom, 15 de Janeiro de 2012 11:21

Kassab, mais uma vez, está na mídia.

Desta vez, por um fato inusitado:

Caiu de vez, a máscara que escondia as verdadeiras intenções de Kassab, dos motivos que levaram à criação do PSD e dos correligionários que seguiram com ele.

Independentemente da atuação desastrada de Rodrigo Maia à frente da legenda, motivos pessoais levaram Kassab e um grupo a saírem do DEM.
MOTIVOS PESSOAIS, isto é, projetos pessoais dentro da política.

Ao se oferecer para indicar um vice para o candidato da quadrilha, Kassab revela que sabe que não tem a força política que acreditava ou acredita ter, para fazer o seu sucessor na mais importante capital do país.
Kassab foi eleito pela força de Serra.
Agora quer eleger seu sucessor ajudado por uma pretensa força do Pinguça.

Ao justificar sua saída do DEM, Kassab foi claro:

Estava descontente por ser puramente oposição.
Queria poder ajudar o governo, sempre que achasse justo, ou necessário e usava para isso, o pífio argumento da atitude republicana, como defende o garanhão mineiro, de votar projetos de interesse de estados e municípios sempre que o benefício viesse para um destes dois, não importando se o projeto fosse da lavra do governo.
Balela.
Kassab, já naquela época, demonstrava sinais de adesismo ao governo.

Nenhum partido que assuma a presidência do país pode, por razões políticas, abandonar um estado como São Paulo ou uma cidade como São Paulo, independentemente do fato de ser governada ou não por um partido de oposição.
E a razão para isso é simples: AS ELEIÇÕES e os interesses que ela movimenta.

Ao sair correndo para lamber o saco da quadrilha, oferecendo um vice para seu candidato, Kassab mostra que sabe que não tem a força política necessária para influir decisivamente na escolha que será feita pelo povo de São Paulo.
Será a primeira derrota do novo partido em uma eleição importante como a da prefeitura de São Paulo.

A atuação desastrada do tal "novo líder", ora balançando para uma já quase totalmente descartada candidatura de Serra para a prefeitura, ora lambendo os bagos do candidato da quadrilha, vão se refletir negativamente na atuação do cabo eleitoral Kassab.

A Arka de Kassab não tem nomes expressivos.
Afif teve uma votação espetacular para deputado.
Não significa dizer que terá também, como candidato à prefeito. São duas coisas totalmente distintas, e vários são os exemplos à disposição para desmentir esta teoria.
Cito como exemplo o senador Aloísio Mercadante que foi eleito para o senado com 10 milhões 497 mil e 348 votos e na disputa ao governo de São Paulo com Alckmin obteve 8.016.866 votos. 2 milhões e 495 mil votos a menos.
Quer mais um?
Aloísio Nunes Ferreira, eleito com mais de 11 milhões de votos, a maior VOTAÇÃO DA HISTÓRIA PARA O SENADO, e está patinando entre 3 e 4% como candidato à prefeitura de Sampa.
Como disse certa vez um velho "filósofo brasileiro" uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

Fora isso, está a avaliação negativa de sua atuação como prefeito, após 8 anos à frente da prefeitura.

O fato é que Kassab e o seu PSD ainda não representam nada em termos políticos.
Nem em São Paulo, berço de seu nascimento, nem em qualquer outro lugar. Talvez uma exceção seja Raimundo Colombo.
Pode vir a representar?
Pode.
Em uma eleição tudo é possível, inclusive a derrota e a diminuição do número de parlamentares que integram um partido.
A constatação óbvia é que para se viabilizar politicamente, Kassab está levando sua Arka, para um lado perigoso da política em relação ao eleitor.
O de ser um partido oportunista que pensa em seus quadros e não defende o que pensam os eleitores sobre o partido e o que eles esperam dele.

A política brasileira está se tornando tão rastaquera, que fica cada dia mais difícil acreditar em um partido ou em um político.

Pelo andar desse trem, o próximo prefeito de Sampa será ou Chalita ou Haddad, por absoluta falta de opções.

Isso se deve à absoluta falta de competência do PSDB e ao retrato do oportunismo de Kassab, com sua visão caolha do momento.
Talvez, os candidatos mais votados de São Paulo em 2012, sejam o Sr Voto Nulo e a senhora Abstenção.

Uma pena.