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O desfile da Unidos dos Traíras. PDF Imprimir E-mail
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Opinião do Site
Postado por Manoel Santos   
Dom, 19 de Fevereiro de 2012 07:18
Pierros-TrairasAcabei de ler a entrevista que Estelita deu ao Estadão.
Sinceramente não tenho como definí-la com exatidão no quesito impressão, para manter o clima de carnaval.

O samba do crioulo doido usado no enredo da Escola Unidos dos Traíras, cujos carnavalescos são Estelita e PAC MAN, atravessou a passarela da mediocridade, do caratismo de ocasião, do cinismo alegórico, dos adereços da fantasia que não se insere no enredo armado pelos ilustres carnavalescos. 

Serra passa a ser a liderança inconteste da pulha à serviço da destruição partidária que trabalha na concentração para destruir o mito de hoje.
Diz o moço na entrevista:

Estado: Nesse quadro de luta contra o PT, a candidatura de Serra a prefeito de São Paulo pode ser útil à oposição?
Sérgio Guerra: A candidatura Serra, se confirmada, representa a resistência da democracia ao projeto da hegemonia petista. E hoje há uma forte convicção de que ele poderá vir a ser candidato.


Nos versos do samba-enredo proposto nos bastidores da Unidos dos Traíras, tais versos não são cantados. A escola dos traíras atravessou a avenida cantando as glórias de uma nova liderança capaz de fazer com que os Deuses do Carnaval sintam inveja do preposto salvador da ávis rara Tucana. Agora, na saída da passarela, diante do cronômetro quase zerado da eleição, o desdenhado e traído personagem de sambas enredos do passado ganha a passarela da inconsequência para ser endeusado por um bando de cretinos que antevêem o fracasso da escola.

Estado: Com a eleição municipal de São Paulo nacionalizada, o ex-governador Serra reforça também sua intenção de manter-se como opção nacional do PSDB?
Sérgio Guerra: Sem a menor dúvida. Pelo peso que tem e pelo que representa dentro e fora do partido, em qualquer lugar e em qualquer papel que desenvolva, Serra será sempre um político nacional. Seja candidato no Brasil, em São Paulo ou no Piauí, ele será sempre uma liderança nacional para os tucanos e para os adversários.


Como sói acontece no carnaval, gari vira principe, trabalhador braçal vira Imperador, ilustres viram personagens desconhecidos enfiados no meio da grande massa de anônimos. Mas aqui, se tenta ressuscitar o demonizado personagem para transformá-lo em um deus da mitologia grega, a ser exposto no último carro da escola, representando, como DESTAQUE, a nau dos idiotas que até antes do desfile começar, rasgavam as fantasias usadas em desfiles passados.
O carnavalesco Estelita conta um enredo diferente do enredo que traçou nos bastidores do barracão. Lá, era a destruição do personagem recém saído do purgatório da urnas com mais de 40 milhões de motivos para ser ovacionado pela platéia embevecida e triste pela derrota.
Estelita se mostra como um carnavalesco piegas, dotado das loucuras dos personagens que desfilam pela passarela da insenatez, para se safar das alegorias mal construídas, dos carros que foram se despedaçando pela passarela, somente para limpar a sua reputação de carnavalesco de bloco dos sujos.

Estado: Serra é fundamental para impedir que o ex-presidente Lula consolide o projeto de derrotar o PSDB em São Paulo?
Sérgio Guerra: O Lula já tentou muitas vezes derrotar o PSDB em São Paulo. Ele próprio já foi candidato algumas vezes e perdeu. Então, o fato de ele estar mais uma vez decidido a nos enfrentar não é novidade. O Serra é, em São Paulo, fora do Estado ou em qualquer outro lugar, um candidato muito forte. Ele tem que ser visto como um candidato sênior, que é o que ele é.


Como nos delírios de Baco, Estelita delira em proporções inimagináveis. No delírio, mente, tergiversa e não revela seu desejo de que a Unidos dos Traíras caia para o segundo grupo, levando consigo o personagem fictício que agora tenta, como carnavalesco do absurdo, recriar.
Seu personagem verdadeiro, guardado nas entranhas de suas intenções, se esgueira no ostracismo, sem deixar de ser sorrateiramente defendido nos refrões de um samba de enredo cansado de guerra.

Estado: O PSDB enfrenta o racha interno entre serristas e aecistas e a falta de bandeiras para tocar uma campanha eleitoral. Como chegar aos palanques municipais?
Sérgio Guerra: Hoje não existe mais a divisão entre alas. Pode haver dificuldades pessoais entre um e outro tucano, mas isto não é significativo. E, do ponto de vista do enfrentamento do que separa o partido da sociedade, nós também avançamos
.

Verdade. No quesito harmonia, as alas se misturam entre si para formar um aglomerado de cretinos que atravessam o samba da incoerência, como se cada fantasia ou alegoria se predispusse a contar a história de cada umbigo que o samba do crioulo doido composto por Estelita e PAC MAN tenta contar nesta avenida. A Escola de Samba Unidos dos Traíras desfila como uma bando de camelôs que correm pelas ruas quando alguém grita "olha o rapa!", naquele clássico salve-se quem puder, desde que seja eu o primeiro.

Deus queira que na hora da contagem das notas o locutor não dispare:

"- ZERO! NOTA ZÉÉÉÉRO! para o Zé!