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Mundo
Postado por Manoel Santos   
Dom, 22 de Janeiro de 2012 21:03
Exilados pedem que Dilma cite direitos humanos em Cuba
"Que ela vá a Cuba, desde que diga o que deve ser dito", diz presidente do Observatório de Direitos Humanos
Em nota oficial, Havana afirma que dissidente morto após greve de fome era apenas um "preso comum"

GUILHERME CELESTINO

A presidente do Observatório Cubano de Direitos Humanos, Elena Larrinaga, disse que os exilados cubanos vão pressionar a presidente Dilma Rousseff a tratar da questão dos direitos humanos em sua visita a Havana.

Na quinta-feira, o dissidente Wilman Villar morreu, depois de uma greve de fome de mais de 50 dias.

Larrigana, radicada em Madri, pedirá uma audiência com o embaixador brasileiro na capital espanhola para que ele interceda junto à presidente. A visita de Dilma ao país de Fidel Castro está marcada para o dia 31.

A expectativa da diplomacia brasileira é que a presidente não toque em temas relacionados aos direitos humanos publicamente.

De acordo com Larrinaga, "não será uma boa para a presidente Dilma Roussef, como não foi no caso de Lula, não falar sobre os direitos humanos em Cuba". Em 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou Cuba logo depois da morte do dissidente Orlando Zapata.

"Não quero que o governo use a imagem da presidente do Brasil para dizer que não está acontecendo nada em Cuba", completou Larriga.

Exilada em Madri desde 1997, ela cobra uma atitude de Dilma em defesa dos direitos humanos.

"Eu acho bom que ela vá a Cuba, desde que ela diga o que deve ser dito, como fez Jimmy Carter. Se você é forte o bastante, como o governo brasileiro é, pode dirigir algumas palavras aos direitos humanos, não precisa nem ir direto aos fatos [morte do dissidente], eles [o governo] vão entender a mensagem" disse.

REAÇÃO
O governo cubano afirmou que Villar não era dissidente nem estava em greve de fome. Uma nota oficial divulgada ontem o qualifica como "preso comum".

A ONG Human Rights Watch condenou o regime cubano e pediu que coloque fim às ameaças a Maritza Pelegrino, viúva de Villar.